Domingo de Circo
Toda tua chegada nessa radiosa manhã de domingo embandeirada de infância. Solene e festivo circo armado no terreno baldio do meu coração.
As piruetas do palhaço são malabaristas alegrias na vertigem de não saber o que faço.
Rugem feras em meu sangue; cortam-me espadas de fogo.
Motos loucas de globo da morte, rufar de tambores nas entranhas, anúncio espanholado de espetáculo, fazem de tua chegada minha sorte.
Domingo redondo aberto picadeiro, ensolarado por tão forte ardor, me refunde queima alucina:
olhos vendados,
sem rede sobre o chão,
atiro-me do trapézio
em teu amor.
Do livro A Arte de Semear Estrelas, de Frei Betto.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

11 idéias para valorizar bibliotecas e atrair mais leitores


Os segredos das melhores bibliotecas

Experiências bem-sucedidas pelo Brasil dão 11 ideias para valorizar bibliotecas e atrair mais leitores

08/04/2011 17:10
Texto Camilo Gomide
Educar
Foto: Fernando Moraes
Foto:  Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo.  O lugar foi totalmente restaurado e reaberto ao público no início de 2011.
Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. O lugar foi totalmente restaurado e reaberto ao público no início de 2011.
A falta de hábito de leitura é um grave problema para os brasileiros: lê-se em média no país apenas 4 livros por ano, sendo que apenas dois são inteiramente lidos. É o que mostrou a terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2012. Este número é ainda menor do que o apresentado pela edição anterior da pesquisa, feita em 2007, quando foi constatado que lia-se em média 4,7 livros por ano .
Embora 67% dos brasileiros saibam que existe uma biblioteca perto de seus lares, apenas 1 em cada 4 cidadãos as freqüentam, de acordo com o Retratos da Leitura. A má condição dos estabelecimentos é um dos principais fatores que contribuem para esse distanciamento do público. O Retratos da Leitura mostra que 20% dos leitores do país não vão às bibliotecas por causa da precariedade dos estabelecimentos.

Prédios velhos, falta de acervo, verba curta, má administração, entre outros, são alguns dos motivos que afastam o público das bibliotecas, e, consequentemente, da leitura. Se os brasileiros leem pouco, uma das causas é certamente a falta de acesso que a população tem aos livros.

Fazer com que as bibliotecas tenham maior alcance e sejam disseminadoras do conhecimento é um desafio e tanto, mas, é possível, como mostram experiências bem-sucedidas pelo Brasil. Conheça a seguir algumas ações que contribuem para a valorização das bibliotecas e estimulam o prazer da leitura.
E você: o que acha que deveria mudar nas bibliotecas de sua cidade e ou escola? Opine em nosso fórum.




http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/melhores-bibliotecas-485917.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=cf&

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Filme familiar sobre Hélio Oiticica


Trajetória de Hélio Oiticica é revista em documentário familiar

Sobrinho retrata o artista a partir de fitas cassete e filmes quase desconhecidos que deixou
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Hélio Oiticica em uma das cenas do filme
Foto: Divulgação
Hélio Oiticica em uma das cenas do filmeDIVULGAÇÃO
RIO - As duas letras que aparecem entrelaçadas no início do documentário “Hélio Oiticica” dão uma impressão imediata ao espectador de que se referem às iniciais de um nome. Mas não é bem assim. Nada poderia ser tão óbvio em se tratando de Oiticica. O “H” e o “O” que abrem o documentário foram tirados de “A greve”, filme de 1925 do russo Sergei Eisenstein. Em russo, “Ho” quer dizer “porém”. Na obra de Eisenstein, a palavra é usada na frase “Tudo está calmo na fábrica, porém...”, e a partir daí a história começa.
O que “Hélio Oiticica” deixa bem claro é que seu protagonista foi um porém nas artes brasileiras, alguém reverenciado internacionalmente, mas que frequentava as favelas, o samba, a rua. Um nome que permanece vivo mais de 30 anos após sua morte, em 1980, e que, com o documentário, tem sua trajetória revista.
Selecionado para a competição do Festival do Rio (de 27 de setembro a 11 de outubro), “Hélio Oiticica” foi dirigido por Cesar Oiticica Filho, sobrinho do artista. A ideia do filme surgiu há cerca de dez anos, quando Cesar preparava uma exposição internacional sobre o trabalho do tio e descobriu uma série de filmes quase desconhecidos feitos por Hélio. Na ocasião, ele também utilizou para a exposição os “Heliotapes”, nada mais do que fitas cassete em que Hélio gravara declarações sobre sua vida e pensamentos para amigos. Era a gênese de que Cesar precisava.
— Geralmente, as pessoas só enxergam o “Agripina é Roma-Manhattan” como um filme terminado do Hélio. Mas ele fez vários, só que nunca os editou, porque não acreditava em edição. Isso fica muito claro no “Cosmococa”, que é um filme inteiro formado de fotos, sem editar nada — explica Cesar. — Já os tapes formam um material bem grande. Daria até para fazer outro filme com os áudios que ficaram de fora.
Além dos filmes e dos tapes de Hélio, o documentário de Cesar também é formado por outros áudios e imagens de arquivo. A proposta foi casar filmes em que aparecem os trabalhos, as influências ou o próprio Hélio com seus depoimentos no fundo. Afastou-se, assim, do documentário biográfico clássico, em que novas entrevistas são feitas com amigos, parentes ou admiradores, para dar uma suposta dimensão do perfilado. Em “Hélio Oititica”, fica tudo a cargo de Hélio Oiticica.
— Tudo acaba formando uma grande colcha de retalhos. Nosso desejo era colocar a pessoa na cabeça do Hélio — diz Cesar. — Ele tem essa coisa do grande artista, que tem a dimensão de seu tempo. Ele vivia aquele momento, mas conseguia observar com o distanciamento de uns cem anos, entendia a importância. Por isso, viveu intensamente e passou essa vivência através da obra. Ele fazia uma arte que estava acima do objeto e do consumo.
Para dar forma ao documentário, foram incluídas, por exemplo, cenas de obras como “H.O.”, de Ivan Cardoso; “Uma Vez Flamengo”, de Ricardo Solberg; “Câncer”, de Glauber Rocha; “O demiurgo”, de Jorge Mautner; “Lágrima pantera”, de Julio Bressane; e “Mangue-bangue”, de Neville D’Almeida. A pesquisa de imagens ficou a cargo de Antônio Venancio, o mesmo de filmes como “A música segundo Tom Jobim”, “Palavra (en)cantada” e “Uma noite em 67”.
— Foram quatro anos trabalhando na pesquisa e na obtenção do material. Achamos imagens de “Los encuentros de Pamplona”, uma exposição de 1972 na Espanha, e da Bienal de Paris de 1967, ambas com obras do Hélio. Também conseguimos coisas do arquivo pessoal do Ivan Cardoso, do Jards Macalé e do Jack Smith. Há, ainda, muito material de desfiles e ensaios da Mangueira — afirma Venancio.
Outro destaque do filme foi a seleção musical. De Caetano Veloso, tocam no documentário “Tropicália” e “You don’t know me”. De Gilberto Gil, “Back in Bahia” serve como trilha sonora para o período em que Hélio se exilou em Londres. E há ainda uma boa surpresa para os fãs de MPB: Jards Macalé gravou especialmente para o documentário a canção “Putney Gill”, que ele compôs com letra de Hélio, e que permanecia inédita.
— As músicas escolhidas foram as da vida do Hélio. Eu queria também ter inserido umas coisas internacionais, mas tivemos dificuldade com os direitos. Numa versão prévia do filme, usamos “Sympathy for the devil”, dos Rolling Stones. Só que na hora de conseguir autorização para seu uso, não tive nem resposta de quanto iria custar — conta Cesar. — Mas isso de certa forma foi bom. Acabou que usamos “You don’t know me” no lugar de “Sympathy for the devil”. Saiu o “Please allow me to introduce myself” (primeiro verso da música dos Stones) e entrou um “You don’t know me”, que é mais coloquial. Quase virou o título do documentário.
No filme, os tapes gravados por Hélio falam um pouco sobre vários aspectos de sua biografia. Da influências de seu avô anarquista, José Oiticica, à temporada passada numa Nova York vanguardista. Do neoconcretismo ao tropicalismo. Dos “Penetráveis” aos “Parangolés”. De seu apreço pelo carnaval ao uso de cocaína. Tudo, inclusive a droga, ganha imagens e depoimentos. “Apologia das drogas e condenação das drogas, um e outro são a mesma bobagem”, afirma Hélio em certo momento do filme, pouco depois de aparecer numa imagem cheirando e dizer que “o pó é a luz”, e pouco antes de revelar que largara a cocaína por ela ter virado moda.
Para Cesar, o documentário acabou significando uma forma de entrar na vida do tio. Quando Hélio morreu, o diretor estava com 12 anos de idade. Sua memória — e também a de outros integrantes do clã Oiticica, portanto, — é formada pela obra de Hélio. Mais do que uma homenagem, para eles “Hélio Oiticica” é uma espécie de filme de família.
— É mais ou menos como o próprio Hélio fala no início do filme, que conhecia mais o avô através do pai. Eu conhecia mais o Hélio através da obra dele. Acho que sei todos os áudios do documentário de cor — conta Cesar. — Mas minha formação é em Jornalismo. Então eu acho que tive que exercitar a distância do objeto, e escolher as imagens pela relevância.



























































































































Leia 
mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/trajetoria-de-helio-oiticica-revista-em-documentario-familiar-6121191#ixzz26qpfH1Sx 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pau & Corda do Carimbó celebra a cultura popular e arrecada livros pra Barca das Letras


1° dia da programação do Pau & Corda do Carimbó celebra a cultura popular 

Preparativos...

A manhã deste sábado, 18 de agosto, na Passagem Álvaro Adolfo da Pedreira, no coração de Belém, já era de festa e expectativa. Crianças chegavam curiosas e ansiosas, observando e ajudando nos preparativos do mastro e das brincadeiras que dali a pouco iriam tomar conta da rua. Em frente a casa de Neire e Lucas, casal que coordena o SANCARI em conjunto com os demais integrantes, a movimentação era para montar o som, a tenda e o palco improvisado ali mesmo, na calçada da casa modesta, agora transformada em centro da agitação cultural que movimenta toda a comunidade.
Preparação do palco do Pau & Corda do Carimbó - ano IV

Ornamentação do Mastro
Preparação do palco do Carimbó Pau e Corda ano IV

Era o início do 1º dia do Pau & Corda do Carimbó - Ano IV, projeto nascido ali mesmo a partir da vontade e garra dos carimbozeiros do Grupo SANCARI, uma das referências do carimbó raiz de nossa região. Este ano a edição tem a parceria daCampanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, sendo um dos eventos integrantes do Circuito ZIMBA PARÁ 2012.

Mastro do Pau e Corda - ano IV

Daqui a pouco serão quebrados pelas crianças do bairro.

Após enfeitar o mastro festivo, tradição herdada das festas populares do Marajó e do Salgado Paraense, a rua foi transformada em território das crianças e suas brincadeiras tradicionais: cabo-de-guerra, corrida do saco, quebra-pote, e outras delícias que são patrimônio precioso de uma cultura da infância que teima em resistir aos apelos da modernidade e da tecnologia. Vibrando sua felicidade nas ruas e calçadas da Álvaro Adolfo, essas crianças podem se reconectar com suas raízes, com seus pais e avós que também brincaram nas ruas e quintais, em épocas e lugares em que isso não era perigoso ou proibido.

Cabo de Guerra das crianças

Cabo de guerra dos adultos

Outra ação realizada no evento foi a arrecadação de livros, gibis, revistas e materiais didáticos que deverão ser doados para crianças e adolescentes de comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas e populares de nossa região. A iniciativa é uma parceria com o projeto Barca das Letras, que promove ações de promoção de leitura e cidadania em comunidades da Amazônia.

Tenda de doações de livros, revistas, gibis, etc...

Faça suas doações!! O projeto Barca das Letras, nós e todos os beneficiados pelas doações agradecem!!

levantação do mastro colorido se deu logo em seguida, numa grande festa ao som dos batuques do Boi Malhadinho, do Bairro do Guamá, um dos convidados do evento e parceiro há vários anos do SANCARI. Na tradição popular, o mastro é símbolo de fartura e fertilidade, conexão entre o sagrado e o humano, devoção e diversão. O mastro do Pau & Corda guarda esses significados, enfatizando principalmente o lado lúdico e comunitário que se reafirma a cada ano no compromisso com as manifestações culturais que formam nossa identidade.

A comunidade carregando o mastro

Mastro erguido na Pass. Álvaro Adolfo

A festa então se deu no palco colorido e artesanal do evento, com a apresentação de vários grupos e artistas populares convidados, parceiros solidários nesse esforço comum de buscar a valorização de nossa cultura.
Boi Malhadinho

Grupo Katumarã

Grupo Paranativo

Por lá tivemos a honra de receber grupos como o Boi Malhadinho do Guamá, os parafolclóricos Moara e Katumarã (do bairro da Pedreira), Paranativo (do bairro do Benguí), além de artistas como André Nascimento, o conjunto musical Som do Pau Ocoe o anfitrião SANCARI, fazendo a alegria do público com toda a energia e diversidade da música paraense tradicional e popular.

Grupo Moara

Sancari

Som de Pau Oco

André Nascimento

Foi um dia maravilhoso, intenso e festejado como deve ser num projeto como esse. A primeira parte do Pau & Corda foi organizada e realizada a muitas mãos e vozes, mostrando a força e a capacidade do fazer coletivo e comprometido com nossas tradições. Agora é se preparar para as próximas atividades do projeto, que acontecem nos dias 24 e 25 de agosto no mesmo local.

As crianças da Pedreira

Bolsas confeccionadas a partir de saco plástico


Entrevista para a Rádio Cultura



Nossos agradecimentos a todos os artistas e grupos, colaboradores, voluntários, produção e moradores da Passagem Álvaro Adolfo que contribuem para o Pau & Corda do Carimbó acontecer mais um ano. Agradecemos também o apoio que estamos recebendo da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, do Ná FigueredoArmarinho ProgressoARTEPAMRádio e TV Cultura do Pará, radialista João Cunha e Rádio Clube do Pará.

Sobre o Pau & Corda do Carimbó:

O evento foi criado em agosto de 2009, com o objetivo de envolver a população e os artistas populares paraenses na celebração do Dia do Folclore (22) e do Dia Municipal do Carimbó (26), duas datas que deveriam servir para fortalecer e promover a valorização das culturas populares e tradicionais, mas que geralmente passam despercebidas. Na 1ª edição, o lendário Mestre Verequete recebeu a homenagem e o carinho, ainda em vida, de centenas de pessoas presentes no Pau & Corda na Álvaro Adolfo, emocionando todos ao cantar suas músicas e comemorar seus 94 anos no meio do público que o consagrou como ícone do carimbó e da música paraense. Promovido pelo grupo SANCARI e moradores da Passagem Álvaro Adolfo, em parceria com a Campanha do Carimbó, o evento vem se firmando no cenário cultural como espaço de fortalecimento e visibilidade para a cultura popular paraense em geral e o carimbó em especial.
 

VELHA GUARDA DA PORTELA - O MISTÉRIO DO SAMBA




Na ocasião do trabalho de pesquisa de campo realizado por Marisa Monte nos idos de 1998 junto aos sambistas da Portela no bairro de Oswaldo Cruz, zona norte do Rio de Janeiro (RJ), para o repertório de seu CD "Tudo Azul", a cantora percebeu que algo mais estava ali, naquele lugar, além dos cancioneiros inéditos os quais pretendia resgatar. Assim, ela chamou os diretores Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor para registrarem esses encontros, com a intenção futura de gerar um filme que retratasse não apenas os bastidores de sua empreitada musical, mas algo muito mais precioso.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

História e Lendas de Formosa(Goiás)


Um blog que conta Lendas/Histórias da cidade de Formosa em Goiás. Vale a pena viajar nos contos.

Confira em:


Originais de Jorge Amado disponíveis em versão digitalizada


Arquivos da fundação que reúne acervo do escritor exibem versões com notas, correções, alterações manuscritas, e podem ser visitados no site

Datiloscrito original de Capitães da Areia (Foto: Acervo Fundação Casa de Jorge Amado)Datiloscrito original do livro "Capitães da Areia"
(Reprodução:Acervo Fundação Casa de Jorge Amado)
O maior acervo da obra e da biografia de um dos escritores baianos de grande expressão no Brasil e no mundo tem endereço certo: a Fundação Casa de Jorge Amado é referência para visitantes e pesquisadores do país e do exterior. Localizada no Largo do Pelourinho, em Salvador, se propõe a preservar, pesquisar e divulgar dados bibliográficos e artísticos do escritor, além de incentivar pesquisas sobre sua vida e obra, com debates extensivos a elementos da cultura baiana.
A fundação abriga mais de 250 mil itens, sendo 19 mil datiloscritos originais, com correções à mão e outras versões, além de documentos, fotografias, livros (traduzidos para 49 idiomas e publicados em 55 países), arquivos, adaptações e objetos. Cerca de 56 mil publicações – ou recortes – ainda alimentam uma expressiva clippagem.
Os datiloscritos originais podem ser visitados na sessão 'acervo' do site da entidade, onde estão disponíveis a biografia "ABC de Castro Alves", o conto "O milagre dos pássaros", o guia da cidade "Bahia de Todos os Santos", os infanto-juvenis "O goleiro e a bola" e "O Gato Malhado e Andorinha Sinhá", e romances como "Terras do sem fim", "Tocaia Grande", "Os pastores da noite" e muitos outros.
 
Myriam Fraga Fundação Casa de Jorge Amado (Foto: Divulgação)Myriam Fraga, da Fundação Casa de Jorge Amado
(Foto: Divulgação)
Os visitantes também têm acesso a prêmios concedidos ao autor, além de muitas fotos tiradas por sua esposa, Zélia Gattai, retratando o cotidiano do escritor. Ao todo são 29 mil imagens, entre revelações e negativos. Vídeos e trabalhos acadêmicos também compõem o material da instituição. A isso se somam os esforços de digitalização e divulgação online de parte do material, no site da fundação. No Mirante das Letras, a instituição abriga cursos e seminários sobre temas variados da cultura baiana e brasileira.
A pluralidade do acervo revela um Jorge Amado muito além da literatura, contemplando também vertentes pessoais e políticas. “Jorge Amado foi um escritor que viveu intensamente, um protagonista de seu tempo. Assumiu posições políticas, foi ativista, deputado. Essa atuação em diversos campos está atestada nos muitos documentos preservados na fundação”, comenta Myriam Fraga, à frente da instituição há 26 anos.
Myriam destaca ainda a relevância da obra de Jorge Amado pela abordagem inédita de temáticas da cultura popular. “Jorge Amado inovou a literatura brasileira, incorporando temas do cotidiano na recriação de cenários e personagens que remetem à cultura popular, introduzindo assuntos que até então eram ignorados, como miscigenação, preconceito, liberdade religiosa, ecologia, direitos humanos”, enumera.
Uma programação especial foi reservada para a comemoração do centenário do escritor, o que inclui dois colóquios internacionais: o primeiro realizado ainda este mês, em Salvador, e o outro em outubro, na França. A agenda festiva contempla também o lançamento do primeiro volume do catálogo fotográfico de Zélia Gattai, além do apoio à exposição que ocupará o Museu de Arte Moderna da Bahia.
Em 10 de agosto, dia em que Jorge Amado completaria 100 anos, a fundação promove show, palestra e lançamento de livro. Os músicos paulistanos Juçara Marçal e Kiko Dinucci interpretarão canções inspiradas na obra do escritor. No show, serão apresentadas canções com letra de Jorge Amado, além de músicas que integraram a trilha sonora de filmes e novelas baseadas em seus livros.
No mesmo dia, a Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA), em coedição com a Casa de Palavras, da Fundação Casa de Jorge Amado, lança o título ‘Jorge Amado e a sétima arte’, de Bohumila S. de Araújo, Maria do Rosário Caetano e Myriam Fraga (Org.), um híbrido entre trabalho acadêmico e livro de depoimentos, com relatos sobre a relação do escritor baiano com o cinema, além de declarações e entrevistas com autores, cineastas, atores, roteiristas e diretores, bibliografia e filmografia completas. O lançamento terá uma palestra de Guido Araujo, um dos colaboradores da publicação.
O calendário de eventos comemorativos da fundação ainda inclui, de 13 a 17 de agosto, o curso Jorge Amado 2012 – II Colóquio de Literatura Brasileira, em parceria com a Academia de Letras da Bahia, com a participação de Ana Maria Machado, presidente da Academia Brasileira de Letras; Domício Proença Filho e Murilo Melo Filho (ABL); Ana Rosa Ramos e Ivia Alves (UFBA); Eduardo Assis Duarte (UFMG); Yeda Castro (UNEB/ALB); entre outros.


Ecoidéias: sendo a mudança que queremos ver no mundo









sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Livro Brincadeiras e Jogos Típicos do Brasil : baixe gráis!




Material gratuito para educadores e interessados na área de educação infantil e/ou da arte de brincar com a mulecada!!!

Trata-se de uma pesquisa que Geraldo Peçanha de Almeida fez de jogos tradicionais vistos e apreendidos em suas andanças pelo Brasil. São todos para crianças de até 12 anos. 

Segundo o autor, este material não será publicado em livro, ficando disponível apenas em seu site www.geraldoalmeida.com.br.

Baixe aqui gratuitamente: http://geraldoalmeida.com.br/livros/brincadeiras_e_jogos.pdf

São mais de 100 jogos com descrição didática, materiais, idade adequada, e procedimento psicomotores. Para quem gosta, vale a pena. É só usar e distribuir ao amigos interessados.