Domingo de Circo
Toda tua chegada nessa radiosa manhã de domingo embandeirada de infância. Solene e festivo circo armado no terreno baldio do meu coração.
As piruetas do palhaço são malabaristas alegrias na vertigem de não saber o que faço.
Rugem feras em meu sangue; cortam-me espadas de fogo.
Motos loucas de globo da morte, rufar de tambores nas entranhas, anúncio espanholado de espetáculo, fazem de tua chegada minha sorte.
Domingo redondo aberto picadeiro, ensolarado por tão forte ardor, me refunde queima alucina:
olhos vendados,
sem rede sobre o chão,
atiro-me do trapézio
em teu amor.
Do livro A Arte de Semear Estrelas, de Frei Betto.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Confira dez documentários que podem ajudar nos estudos

Conheça os os dez documentários no link:
http://educacao.uol.com.br/album/2014/07/14/confira-dez-documentarios-que-podem-ajudar-nos-estudos.htm#fotoNav=1

Abaixo leia uma reportagem sobre um dos documentários indicados:

Diretor argentino alia cinema e ativismo para romper padrões na educação
09/04/2014  -  
Pedro Ribeiro Nogueira
:

Germán Doin era um bom aluno de um colégio de classe média em Buenos Aires. Auto-declarado “vítima da educação neoliberal da década de 90”, viu seu país entrar em ebulição com os panelaços e com as frequentes crises econômicas. Aos 16, ouviu falar de uma escola sem provas. Com a sensibilidade formada nesse caldo, resolveu estudar cinema e educação. Aliando todos esses elementos, resolveu, aos 21 anos, partir em viagem pela América Latina. Levou três anos para se completar.
“Talvez esse momento dos panelaços não estivesse tão carregado desse sentimento de transformação. Mas nós terminamos de completá-lo. Era o que dava sentido à minha vida. Minha família me deu uma formação transcendental, espiritual. Meus pais passaram pela ditadura. Meu avô teve uma formação mais militante. Mas, no geral, sou filho de uma classe média que não se questionava demais, uma geração que consome muitos livros de autoajuda, como se procurasse algo de jogo, de autoconhecimento, que lhes roubaram em algum momento de suas vidas. A ditadura, a escola, lhes deixaram incompletos. Queremos uma educação que forme sujeitos integrais, empenhados em transformações.”
O resultado dessa empreitada é um filme que você talvez já tenha visto. Caso contrário, não hesite em ver. “A Educação Proibida” (disponível na íntegra com legendas em português aqui) é um longa com pouco mais de duas horas de duração, que destrincha de forma didática os mecanismos que constituíram o que hoje entendemos por educação e escola, partindo de experiências exitosas e depoimentos de especialistas. Além disso, consegue fazer com que o espectador analise o seu próprio processo educativo. Uma obra compartilhada já por mais de dez milhões de pessoas.
Coerência com o processo
Em sua viagem, Germán conheceu mais de cem experiências e propostas educativas alternativas que, ao admitir a possibilidade da dúvida, começam a traçar caminhos para um mundo diferente. Após a pesquisa, passou a agregar contribuições de amigos e estabelecer parcerias. Trouxe sua companheira e colegas para a equipe do filme. Abriu o projeto para financiamento colaborativo em uma plataforma própria, pois ainda não existiam sites para isso. Em pouco tempo, “A Educação Proibida” tornou-se o primeiro filme feito na América do Sul por meio do crowdfunding.
“Queríamos ser coerentes com o que contamos no filme. Uma das chaves escondidas da educação é algo que decidimos fazer, ou seja, soltar o volante, não controlar a criança, o currículo, o processo educativo. Tentamos fazer isso com o filme, jogando ele no mundo, o que é um processo difícil, pois há mostras de cinema e isso parece importante. Mas, desse jeito, conseguimos fazer as projeções nas salas de casa, de cinema alternativo, escolas, teatros, e estreamos em 150 salas do mundo, sete países. É algo impressionante que essa obra tome asas e ganhe o mundo, gerando reflexão. E ele foi feito quase artesanalmente, em uma garagem.”
Dois “filhos” e uma filha
Sem ter ganhado nenhum prêmio, apenas o mundo, Germán vê seu filme como uma emanação das experiências militantes argentinas da década de 60, pensado para ganhar espaços de formação política, de organização e luta. No entanto, há uma diferença fundamental: a internet. Através dela, o cineasta conseguiu dar sequência ao projeto e criou a rede Reevo (Rede de Educação Viva), na qual voluntários de todo o mundo acrescentam iniciativas de educação inovadoras, se conhecem, trocam informações, além de ampliar a rede. que já conta com mais de 1.500 experiências. “A tecnologia é política”, lembra Doin. “Ela pode reproduzir o mesmo currículo oculto da educação tradicional. Temos que encontrar formas de usá-la para o que é humano”.
Aos trinta dias da estreia da película nasceu Ami, primeira filha de Germán, um acontecimento para provar de vez a indissociabilidade entre o que propõe em seu filme e sua vida pessoal. Ele relata que o nascimento da primogênita o fez ir à terra, ter raízes claras e decidir não escalar a montanha de exposição do vídeo. Recusou convites para aparecer na televisão, “pois ela te consome”, e resolveu seguir “sempre dançando conforme a música”.
“Ser educador ou pai são as únicas profissões que não demoram quatro anos para aprender na faculdade: aprendemos desde cedo a educar uns aos outros. E isso leva tempo. Vi que não temos respostas ou verdade, mas o importante é saber mudar de ideia. O que faz sentido hoje pode não fazer amanhã. Não importa se a educação dela vai ser alternativa, ou em comunidade de aprendizagem, ou em casa. O crucial é que ela tenha uma vida rica, cheia de afeto, cuidado e vínculos. Que conheça os pais pelo que são.”
Mas, afinal, o que é a educação proibida?
Para o cineasta, educador, pai e ativista, ela é algo que atende ao que há de intrinsecamente humano, natural e abre possibilidades. Se afasta da escola-prisão, do tédio, da caricatura, do depósito de gente, do adestramento. Se inspira no modelo ateniense – do debate aberto – antes do espartano. Ensina o que está no território e não no mapa. Uma educação que sempre foi proibida de se desenvolver.
Nas centenas de escolas visitadas, Germán encontrou um elemento comum de uma educação latino-americana: o valor humano, da terra e da relação entre si e com o mundo. Conhecer a nós mesmos, nesse caso, passaria por conhecer o que nos rodeia, o que nos nutre: nossas culturas, raízes, um autoconhecimento no sentido freiriano, de trabalhar a partir do que trazemos e não com o que nos impõem.
Para isso, ele acredita que há espaço para autonomia nas atuais leis de educação dos países de nosso continente. Seria necessário, então, reinterpretá-las e aprofundá-las em direção a uma educação integral, democrática, comunitária, trabalhando da base, com formação de professores, até à formulação de políticas públicas. Buscar algo que seja “nosso” e ser protagonista desse processo.
“A educação latinoamericana tem que ser antes que tudo pensada por e para os latino- americanos, reconhecendo nossa difícil unidade. Mais do que isso não se pode dizer, pois implica reproduzir as relações de opressão e colonialismo que sempre nos interromperam. Nosso projeto foi interrompido, truncado por ditaduras, metrópoles e regimes. Temos que refazê-lo, para que não o refaçam por nós.”
fonte:
http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/04/09/diretor-argentino-alia-cinema-e-ativismo-para-romper-padroes-na-educacao/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Quanto custa eleger um candidato na base da desonestidade, da troca de favores?

O Fantástico mostra um retrato contundente da corrupção no Brasil, nas palavras de especialistas. Gente que conhece por dentro as tramoias da política.
Guarde bem este nome: Cândido Peçanha. Um deputado eleito democraticamente que faz tudo pelo poder. “A compra do voto no dia da eleição sai a R$50, o voto”, afirma.
Não tem honra. “Político não tem remorso. Político tem conta bancária”, destaca.
Não sabe o que é ter escrúpulos. “Existem várias formas de desviar dinheiro público”, revela.
Você saberá tudo sobre esse político. Só não vai conseguir ver o rosto, porque Cândido Peçanha não existe na figura de uma pessoa só. Cândido Peçanha é um personagem criado pelo juiz de direito Marlon Reis para o livro "O Nobre Deputado".
“É a representação de parlamentares que existem, que ocupam grande parte das cadeiras parlamentares do Brasil e que precisam deixar de existir”, afirma Marlon Reis, juiz de direito.
Para criar o personagem, o juiz Marlon Reis ouviu histórias reais de mais de 100 pessoas que transitam no mundo político. Entre elas, um ex-deputado federal que vai se candidatar novamente nessas eleições.
“Não precisa fazer muita coisa para ter o voto porque a população não tem força nem segurança para contestar nada”, destaca o ex-deputado.
E dois assessores parlamentares, que o Fantástico ouviu com exclusividade.
Assessor: Durante muito tempo fui militante político, desde cabo eleitoral, assessor, faz tudo.
Fantástico: E fazer tudo era também intermediar algumas coisas, a pedido dos políticos, desonestas?
Assessor: Quando necessário.
Eles revelam o ‘bê-a-bá’ da corrupção. Tudo com garantia do anonimato.
Fantástico: O senhor decidiu denunciar por quê?
Assessor: Veja bem, se você for no interior, muitas crianças passando fome, casas de taipa, estradas sem asfalto. Isso indigna a gente. Sempre tive consciência disso. Só não podia denunciar. Quem denuncia, morre. Nego mata aí brincando.
Com base nesses depoimentos, o juiz, que foi um dos principais defensores da “Lei da Ficha Limpa”, conseguiu descobrir como nasce, cresce e se perpetua um corrupto na política brasileira.
Tudo começa na eleição. E para ganhá-la é preciso ter dinheiro. Muito dinheiro.
“Para ser eleito é preciso pagar, comprar apoio político, e que é essa a base dos gastos de campanha”, afirma Marlon Reis.
Uma gastança que faz do Brasil um recordista mundial: proporcionalmente à riqueza do país, aqui são feitas as campanhas mais caras do planeta.
Nas últimas eleições, em 2012, os gastos ultrapassaram R$ 4,5 bilhões. E tem mais: das cinco maiores doadoras de campanha, três são empreiteiras. Mas também há quem levante dinheiro por baixo dos panos.
“Todos os entrevistados mencionavam sempre que é a agiotagem. O uso da agiotagem como fundo de dinheiro para política, que me surpreendeu”, ressalta o juiz.
Isso significa que candidatos - como o “Cândido Peçanha” - recorrem até a empréstimos ilegais. O pior é que tudo terá que ser pago depois da posse.
Assessor: Ele entra no mandato endividado. Ele precisa do dinheiro.
Fantástico: Mas como ele faz para pegar esse dinheiro e jogar na mão do agiota sem ser notada a falta do dinheiro no cofre?
Assessor: Existem várias maneiras de fazer isso.
Segundo o assessor, um dos alvos é o dinheiro para a educação.
Assessor: O cara saca o dinheiro e entrega para ele. Normal.
Fantástico: Mas não teria que sacar e comprovar onde gastou?
Assessor: Para quem?
Fantástico: Para a Câmara dos Vereadores.
Assessor: Como assim, se os vereadores são cúmplices?
Fantástico: Ou, se for o governador, para a Assembleia Legislativa.
Assessor: Que também é cúmplice.
Fantástico: Mas tem o Tribunal de Contas do Estado.
Assessor: Que também é cúmplice.
Fantástico: O senhor quer dizer que todos são envolvidos?
Assessor: Cúmplices. Todos são. É uma máfia.
Para as empreiteiras, são criadas licitações fraudulentas, obras superfaturadas.
"As empresas, elas não doam. Elas antecipam um dinheiro que será depois obtido e multiplicado por muitas vezes através de contratos dirigidos e direcionados", explica Reis.
Um estudo do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) revelou quanto as 10 maiores doadoras de campanha no Brasil em 2010 lucraram nos dois anos seguintes em contratos com o governo eleito: um valor 20 vezes maior do que foi doado.
“Uma relação de causa e efeito entre o ato de doar e o que pode vir depois, contratos com poder público”, diz Carlos Velloso, ex-presidente do TSE.
Com os agiotas o retorno é mais direto e danoso.
"Aparenta uma doação mas, na verdade, é um empréstimo que será pago a duras penas pela sociedade. Incrível o que eles relatam: 10% a 20% ao mês de juros", detalha Reis.
“O agiota recebe o cheque da conta pública. É um sistema perverso, quem paga é a população, não é o prefeito”, afirma o assessor.
Os moradores de São Pedro da Água Branca, no sul do Maranhão, sentem na pele os efeitos da falcatrua.
“No momento, aqui tá faltando um bocado de coisa. Tá faltando a merenda dos meninos que estão cobrando de nós e não temos”, conta Francisca Isaura Araujo, zeladora de uma escola.
Um levantamento feito por cinco escolas do município de São Pedro da Água Branca revelou que em 2008 houve a maior evasão escolar do estado do Maranhão. Naquele ano de eleições municipais, 35% das crianças abandonaram as salas de aula porque não tinham o que comer na hora do recreio. Ou seja: um terço dos alunos simplesmente deixou de estudar. De acordo com a denúncia do Ministério Público, acatada pela Justiça, o dinheiro que era da merenda escolar, que deveria ser gasto nas cantinas das escolas, foi usado para comprar votos.
“As investigações conseguiram demonstrar que foram feitas diversas transferências bancárias com recursos públicos para conta da campanha”, ressalta a promotora Raquel Chaves Duarte.
O Fantástico foi atrás do ex-prefeito Idelzio Oliveira, o Juca, mas não o encontrou. Ele também não foi encontrado pelo oficial de Justiça que há duas semanas tenta informá-lo da condenação: nove anos e seis meses de cadeia.
“Tem vez que passa semana aqui sem merenda”, revela o estudante Emerson Conceição.
“A gente não estuda direito com fome”, afirma o estudante Artur Coelho.
Como a despesa costuma ser grande, depois de eleito o Cândido Peçanha já pensa nos gastos da próxima eleição.
Fantástico: O que custaria uma reeleição de deputado federal?
Assessor: Acima de R$ 5 milhões.
Uma fortuna que ele começa a levantar com antecedência. Segundo o juiz Marlon Reis, a maior parte do dinheiro desviado sai de emendas parlamentares. É como deputados e vereadores destinam parte do orçamento público para obras indicadas por eles.
"Eles vinculam a destinação da emenda à retenção de uma importante parcela do valor daquela emenda. Uma porcentagem que, segundo todas as minhas fontes, é de no mínimo 20%. E que pode chegar a parcelas bem maiores de 30% e até 50%", explica Reis.
Assessor: Os deputados que eu conheço, todos pegam retorno das suas emendas. Se ele põe R$ 1 milhão, na faixa de uns R$ 300 mil fica para a campanha do deputado.
Segundo o autor do livro, mesmo depois de desfalcada pela parte que vai pro bolso do parlamentar, a verba ainda sofre outras perdas.
"O desvio é feito de duas formas. Uma: o superfaturamento da obra que é apresentada um valor maior do que realmente deveria ter. Ou então com a execução da obra em padrão distinto daquele tecnicamente definido. Além de superfaturar, ainda se constrói abaixo dos requisitos técnicos", observa Reis.
“Muitas vezes isso é disfarçado de obras que parecem legítimas, sem que saibamos como a obra foi feita. Possivelmente com irregularidade e falhas técnicas”, ressalta o procurador geral eleitoral de Santa Catarina André Bertuol.
A rua Angelo Vanelli virou o principal endereço do esquema de corrupção descoberto em Blumenau. Um símbolo da troca de obras de ocasião por votos. A rua foi asfaltada às vésperas da última eleição municipal, sem qualquer planejamento. O asfalto foi literalmente jogado. Uma camada tão fininha que dá até para tirar com a mão. Não resistiu às primeiras chuvas. Foi essa rua que abriu caminho para a investigação do Ministério Público, que levou à cassação de cinco vereadores, um quinto da Câmara Municipal.
O único dos cinco vereadores cassados que o Fantástico conseguiu encontrar estava trabalhando. O ex-vereador Celio Dias voltou a ser guarda municipal, ironicamente um “agente da lei”.
“Acordo de manhã cedo, vou dormir com a cabeça muito tranquila porque sei que não fiz nada de errado e que sou um injustiçado nesse processo”, conta Celio Dias, ex-vereador e guarda municipal.
Quem pode julgar o discurso dos políticos e comparar com a realidade é o eleitor.
“Muitas vezes, o sujeito está reclamando de certos políticos aí, seja no Congresso, seja no Executivo, e eu costumo dizer: ‘Mas ele não está lá de graça não. Fomos nós que os colocamos lá’”, revela Carlos Velloso.
O ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral orienta: “Eleitor, examine a vida pregressa do seu candidato. Tem gente honesta, sim, aí. Agora, tem os aproveitadores. Exatamente esses é que precisam ser banidos da vida pública”.
Aproveitadores como Cândido Peçanha, que graças ao voto consciente pode um dia se tornar apenas um personagem de um livro de ficção.

fonte:
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/06/assessores-e-ex-deputado-revelam-como-funciona-esquema-de-corrupcao.html

terça-feira, 3 de junho de 2014

5 sites com recursos para professores

Olá professores!
Se você é professores pode usar a tecnologia para melhorar o ritmo de absorção de conhecimentos em suas aulas. Selecionamos 5 sites que ganharam muita atenção durante os últimos meses, sendo úteis para encontrar, criar e agrupar informação que possam ser usadas na preparação de aulas.
1 - Educlipper:
O Pinterest para professores que permite seguir os usuários, criar painéis temáticos e agrupar links de qualquer tipo, usando extensões para o navegador que ajudam a armazenar bons conteúdos.
2 – Scoop.it:
Não foi pensado no início para ser uma ferramenta de uso acadêmico, porém, foi muito bem recebido por professores de todo o mundo que usam esta plataforma para salvar e compartilhar links, ajudando a recopiar informação sobre diversos temas e mostrá-la de forma agradável.
3 – Easel.ly:
Para criar infográficos adicionando o conteúdo que queremos compartilhar. Tem mais de 300.000 trabalhos já publicados e a comunidade de professores o está utilizando muito para resumir temas de forma gráfica, assim como para incentivar os alunos para criar posters que ilustrem assuntos tratados na aula.
4 – Myhistro.com:
Para criar linhas do tempo interativas, o que está sendo muito usado nas aulas de história. Podemos combinar mapas, textos, fotografias e vídeos para representar com detalhe qualquer momento de nosso passado.
5 – Flipsnack.com:
Uma ferramenta que ajuda a criar revistas digitais de forma simples. Podemos usá-la em grupo e inclui preços especiais para instituições educacionais e profissionais de educação.
fonte:
http://canaldoensino.com.br/blog/5-sites-com-recursos-para-professores

segunda-feira, 12 de maio de 2014

4 sites para baixar livros de graça!


Pessoal, olha que super dica para quem gosta de ler! 4 sites onde você pode baixar gratuitamente milhares de livros!

PROJETO GUTENBERG: http://www.gutenberg.org/

BIBLIOTECA DIGITAL CAMÕES: http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes.html

PORTAL COMÍNIO PÚBLICO: http://www.dominiopublico.gov.br/

BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL:http://www.wdl.org/pt/


AUDIOLIVRO: "A hora e a vez de Augusto Matraga", de Guimarães Rosa

101 livros, artigos ou vídeos gratuitos para artistas e gentes criativas

Nesse espaço conectamos Cultura, Empreendedorismo Criativo, Marketing Cultural e Projetos, com o objetivo de trazer desenvolvimento a artistas e criativos.

                      Não há desenvolvimento sem valorização da Cultura

Celso Furtado

Para chegar até aqui me alicercei em vários estudos. Garimpei informações, separei o que vi de mais valoroso e tomei alguns (a maioria) destes autores por referenciais.
Apoiar-me nesses estudos e nas pessoas por trás destes foi (e é) fundamental para meu desenvolvimento.

               Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes

Issac Newton

A lista a seguir é ao mesmo tempo uma forma de agradecimento e reconhecimento a todos estes gigantes que tiveram o desprendimento de ensinar a mim e a tantos outros.
É também uma forma de compartilhar com você 101 excelentes conteúdos gratuitos que contribuirão significativamente para o desenvolvimento de sua carreira criativa.
Para facilitar sua navegação nessa gama de conteúdo, eles estão subdivididos nas quatro categorias do site:

No texto abaixo há um artigo em destaque de cada autor, para que você possa conhecer um pouco de cada uma destas 20 personalidades.
Para ter acesso ao   E-Book com a versão completa deste artigo em PDF, com o total de 101 links de livros, artigos, vídeos ou sites, preencha o campo abaixo e receba o arquivo em seu email.

BAIXAR O EBOOK AGORA

fonte:
http://culturadevalor.com.br/101-livros-gratuitos-p-artistas/

A Amazônia como esperança e solução(Washington Novaes)

Washington Novaes* - O Estado de S.Paulo
As maiores inundações das últimas décadas em Rondônia, principalmente em Porto Velho, por causa do Rio Madeira e das hidrelétricas nele construídas, segundo muitos especialistas; as enchentes no Acre e o bloqueio de rodovias abertas há décadas; a polêmica sobre deficiências no estudo de impacto ambiental no Rio Madeira - tudo isso trouxe a Amazônia de volta ao centro de discussões, em que se envolveu até a presidente da República.
Na questão do Rio Madeira, segundo técnicos, o problema da contribuição das hidrelétricas para as enchentes calamitosas se deve a que seu estudo de impacto ambiental (EIA) não levou em consideração os aumentos dos fluxos de água vertida pelos reservatórios, vindos para o Brasil em decorrência do derretimento de gelos nos Andes - fenômeno observado há décadas pelos cientistas da área do clima. Mas a presidente da República criticou a visão dos técnicos.
O debate logo se ampliou para toda a questão de hidrelétricas na Amazônia, já que estão planejadas também usinas para a bacia do Tapajós e para a área do Rio Teles Pires (igualmente criticadas por técnicos e ambientalistas). Em meio a tudo, voltou à cena parecer do Ibama, de 2007, que sugerira se dobrasse a área alagável prevista nos projetos do Madeira e sugerira um EIA-Rima mais abrangente, incluindo a Bolívia. Também na Amazônia, a Justiça de Rondônia mandou agora rever os estudos do EIA-Rima de outra usina, Belo Monte. A Fundação Nacional do Índio lembrou (Estado, 19/3) que, das 31 condicionantes estabelecidas para essa usina, 22 estão atrasadas ou não saíram do papel - principalmente as que são de responsabilidade do próprio governo.
Polêmicas sobre hidrelétricas na Amazônia são antigas. Basta lembrar a que cercou a construção da Usina de Tucuruí, principalmente para fornecer energia mais barata que a do mercado a empresas fabricantes de alumínio, que vieram até de outros países. Ou a própria polêmica sobre a Usina de Belo Monte, em que a construtora se recusa agora a assinar termos de compromisso para garantir a execução dos projetos de mitigação de impactos para grupos indígenas.
Outra discussão é a dos impactos decorrentes dos fluxos de migrantes gerados por projetos como esses - e outros. Agora mesmo, em Porto Velho, um dos problemas está exatamente na ausência de infraestruturas para receber esses fluxos, centenas de milhares de pessoas (que já se fixaram em Porto Velho). Em Tucuruí também foi assim, como já está sendo em Altamira, por causa de Belo Monte. E já ocorrera em projetos de outras áreas, como o Jari. Ao todo, há 366 projetos hidrelétricos em oito países amazônicos, já planejados (soldepandobolivia, 19/3), em implantação ou em operação.
Usinas não são a única questão na Amazônia. Quem se preocupa em quantificar os efeitos das migrações de centenas de milhares de pessoas para áreas beneficiadas por projetos de incentivos fiscais (isenção de impostos) para indústrias? Que ocorreu em Manaus, por exemplo, onde, por causa da poluição, grande parte da população que migrou tem de consumir apenas água subterrânea, embora a cidade seja cercada por rios do porte do Solimões e do Negro. E em Belém, onde apenas 8% da população dispõe de coleta de esgotos e estes são despejados nos rios.
Mas nada demove os planejadores oficiais. Não anunciou a própria presidente o lançamento de edital para a implantação da Hidrovia Tocantins-Araguaia, que começará pelo derrocamento (remoção de pedras submersas) do Pedral do Lourenço, com a construção de um canal de calado mínimo de 3 metros e largura de 145 a 160 metros no Tocantins (Agência Brasil, 21/3)? Projeto semelhante tem sido defendido para um canal no Rio Araguaia, mais extenso que o Canal do Panamá, para assegurar um leito navegável, já que o rio recebe resíduos de erosões que mudam o leito navegável de lugar de ano para ano (milhões de metros cúbicos anuais, já medidos por hidrólogos da Universidade Federal de Goiás). Nas duas obras, quem pagará? Que fará para remover os resíduos conduzidos pelo rio e os o que forem retirados na implantação? E não é para finalidades como as da hidrovia que se está acabando de implantar a Ferrovia Norte-Sul?
O Brasil precisa de uma estratégia para a Amazônia, que deixe de considerar a floresta ou os povos que a habitam como "obstáculos" ao progresso. A floresta é um dos hábitats da biodiversidade brasileira (pelo menos 15% da planetária), fonte de novos medicamentos, novos alimentos, novos materiais que substituirão os que se esgotarem. E vários estudos mostram que áreas indígenas são o melhor caminho para a conservação dessa biodiversidade, mais eficiente até que parques e áreas de proteção legalizados. A Floresta Amazônica é também essencial para a parte brasileira (12%) da água superficial no planeta - alto privilégio. E para o clima. O mundo continua a perder áreas florestais -15,5 milhões de hectares por ano, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, em 21/3). Mesmo aqui, embora tenha diminuído bastante o desmatamento, há lugares (Mato Grosso, principalmente) e períodos em que ele recrudesce.
Também não se pode postergar mais a preparação de projetos competentes para a área do clima. O Ministério do Meio Ambiente tem dito que não consegue aplicar R$ 90 milhões com essa destinação, que poderiam ir para convênios com Estados e municípios, que não os fazem. Os graves problemas do clima que estamos enfrentando podem repetir-se.
Não podemos fazer da Amazônia um problema - ela deve ser uma solução. Nem podemos perder a esperança. Há uns 20 anos o autor destas linhas perguntou a uma jovem nordestina, que carregava um recém-nascido no colo e migrara para a última fronteira da penetração em Rondônia, se ela e o marido tinham esperança de enriquecer ali. E ela, serena, respondeu: "Nós já semo rico de esperança".
*Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br.   
fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-amazonia-como-esperanca-e-solucao,1146052,0.htm

Entrevista com escritor João Guimaraes Rosa(1964)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Filme: A Hora e a Vez de Augusto Matraga






• Direção: Roberto Santos
• Roteiro: Gianfrancesco Guarnieri (escritor), J. Guimarães Rosa (argumento), Roberto Santos (escritor)
• Gênero: Drama
• Origem: Brasil
• Tipo: Longa-metragem

Elenco:

• Leonardo Villar - Augusto Matraga
• Joffre Soares - Joãozinho Bem Bem
• Maria Ribeiro - Dionorá
• Maurício do Valle - Padre
• Flávio Migliaccio - Quim Recadeiro

Economia de Água - Saiba algumas maneiras de evitar desperdício e garantir tanque cheio mesmo nas temporadas de seca

O  Brasil é um país continental e o clima é diversificado é um dos fatores que elevam as diferenças na distribuição de água do país. Contudo, neste ano o fenômeno da estiagem atingiu estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e foi sentido que todos devem contribuir para a economia de água.

O Sistema Cantareira, responsável por acumular os suprimentos de água para que ela chegue à casa de milhões de pessoas alcançou seu nível mais baixo, apenas 15% da capacidade de retenção. Esse fato acionou um alerta para vários brasileiros.

É preciso compreender que a água, embora seja um recurso cíclico, não está apenas acabando por instabilidades naturais, muitos dos afluentes e nascentes estão com a qualidade comprometida, o que provoca o esgotamento das fontes próprias para o consumo.

Autossustentável: Economia de Água

 Para melhorar o uso e a economia desse bem natural é preciso ter consciência de consumo. Algumas dicas podem funcionar bem, conheça algumas delas:

Evite desperdício doméstico

Lavar carros com mangueira, deixar a torneira ligada enquanto escova os dentes e tomar banhos longos já são alguns dos itens mais conhecidos, porém as mudanças podem ser mais profundas.

Reaproveite a água das chuvas para dar descargas ou molhar as plantas, reduza o uso das máquinas de lavar roupas e louças e lave as áreas externas com a água acumulada pelas calhas.

Faça uma reserva

A água que chega através das distribuidoras são usadas diariamente, mas outras fontes podem ser usadas para guardar boas quantidades do recurso.


Caixas d'água podem ser adaptadas para o acumulo de água das chuvas ou mesmo da sua principal fonte de fornecimento. Entre esses equipamentos é indicado o uso de caixas d'água taça que compõem seu corpo e topo de material próprio para uma boa duração de reserva.

fonte:
Read more: http://www.autossustentavel.com/2014/04/economia-agua-maneiras-evitar-desperdicio.html#ixzz2xeRWe91h

Veja estas dicas de jogos e atividades para a criança pequena

Pesquisamos alguns livros que trazem várias ideias de jogos que você, que trabalha com Educação Infantil, pode aplicar com suas turmas e ajudar a criança pequena a desenvolver o raciocínio lógico, a concentração, a criatividade e habilidades relacionais como a convivência em grupo, o respeito ao outro, o saber ouvir e esperar a vez. Confira.
jogos1
“Jogos, Brinquedos e Brincadeiras no Brasil Colonial”, de Maria Ephigenia de Andrade Caceres, traz, além de atividades diferentes, um contexto histórico que mostra as raízes da infância no Brasil. É o registro do universo lúdico infantil do Brasil-Colônia a partir dos escritos e quadros dos jesuítas e viajantes.
Naquele tempo, o jogo era visto pelos adultos como uma atividade sem importância, mas, para alguns, como os jesuítas, ele tinha o intuito de ensinar, mesmo que informalmente.
A Companhia de Jesus iniciou seu trabalho missionário, educativo e colonizador em 1549, assumindo a educação das crianças, para cristianizar a colônia, educar o povo de acordo com os valores e conhecimentos europeus.
Apesar da convivência de diferentes raças, é nítido o predomínio dos costumes de Portugal nas brincadeiras infantis brasileiras.
O livro, com 262 páginas, foi recém-lançado pela Editora Paulistana e é uma opção também para você aprofundar seus conhecimentos sobre a história do Brasil a partir de atividades compartilhadas pela criança pequena há mais de 500 anos.
jogo2“O Grande Livro dos Jogos e Brincadeiras Infantis”, de Debra Wise, tem 528 páginas e traz mais de 450 brincadeiras ilustradas e selecionadas para crianças entre três e catorze anos.
As atividades ensinam noções de companheirismo, especialmente nos jogos em equipe, e trazem dicas importantes para educadores e pais.
Algumas brincadeiras também priorizam a participação do adulto para que haja trocas e interações, fortalecendo momentos de convivência e descobertas compartilhadas. A publicação é da Editora Madras.
jogo3“268 jogos infantis”, de Figueiredo Pimental e Vitória Rabelo, tem 272 páginas e traz jogos conhecidos e também algumas variações de brincadeiras tradicionais, divididas em “Jogos de Campo” e “Jogos de Salão”, facilitando a organização de aulas e propostas pedagógicas por faixa etária.
A ideia é que o educador possa aplicar as brincadeiras para reforçar o aprendizado e desenvolver as habilidades físicas (como equilíbrio e controle motor), as cognitivas (conteúdos das disciplinas tradicionais) e as relacionais, como colaboração e respeito às diferenças.
A publicação é da Editora Itatiaia.




fonte:
http://www.desenvolvimento-infantil.blog.br/veja-estas-dicas-de-jogos-e-atividades-para-a-crianca-pequena/