Domingo de Circo
Toda tua chegada nessa radiosa manhã de domingo embandeirada de infância. Solene e festivo circo armado no terreno baldio do meu coração.
As piruetas do palhaço são malabaristas alegrias na vertigem de não saber o que faço.
Rugem feras em meu sangue; cortam-me espadas de fogo.
Motos loucas de globo da morte, rufar de tambores nas entranhas, anúncio espanholado de espetáculo, fazem de tua chegada minha sorte.
Domingo redondo aberto picadeiro, ensolarado por tão forte ardor, me refunde queima alucina:
olhos vendados,
sem rede sobre o chão,
atiro-me do trapézio
em teu amor.
Do livro A Arte de Semear Estrelas, de Frei Betto.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

HISTÓRIA DA ÁFRICA




HISTÓRIA DA ÁFRICA - Volume I
De: FÁBIO BAQUEIRO FIGUEIREDO

LINK PARA DOWNLOAD1:

 http://www.ceao.ufba.br/livrosevideos/pdf/Elementos%20pre-textuais%20-%20UAB%201%20com%20ISBN.pdf



LINK PARA DOWNLOAD2: 

http://www.ceao.ufba.br/livrosevideos/pdf/livro1_HistoriadaAfrica-03.09.2010.pdf

A elevação da qualidade do ensino público brasileiro é uma condição necessária para
que as metas previstas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio sejam
alcançadas no Brasil e para que o país consolide o seu papel de liderança no mundo
global. Uma dimensão crucial nesse processo é a valorização da carreira docente e,
em especial, dos professores e professoras que atuam na educação básica.
O Curso a Distância de Formação para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras
promovido pelo Centro de Estudos Afro-Orientais, da Universidade Federal da Bahia,
traz uma contribuição relevante à sociedade brasileira ao promover a formação de
profissionais da Educação Básica que atuam no Estada da Bahia. O caráter inovador
desta ação reside, principalmente, na construção de um currículo interdisciplinar no
campo dos estudos africanos e afro-brasileiros incluindo, entre outros, conteúdos sobre
as representações da África, as relações de poder no contexto escravista, as múltiplas
dimensões do racismo, e as formas de resistência e de expressão cultural negras no
Brasil. Ao estimular a pesquisa e a reflexão sobre estes temas, o Curso visa à
implementação da Lei 10.639/03, garantindo aos profissionais da Educação
participantes melhores condições para o trabalho pedagógico e para a produção de
conhecimento nesta área.
Destaca-se, ainda, que a iniciativa de realização do Curso de Formação para o Ensino
de História e Cultura Afro-Brasileiras é parte da Rede de Educação para a Diversidade,
composta por instituições de ensino superior que atuam na formação para a
diversidade a distância desde 2008, a partir de uma articulação entre a Secretaria de
Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC) e a Universidade
Aberta do Brasil (UAB).

Paula Cristina da Silva Barreto
Diretora do CEAO

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Link para dowload grátis:

 http://www.institutosumauma.org.br/imagem/arquivo/Terra_Qulombola.pdf

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Projeto Carbono Cajari (Reserva Extrativista do Rio Cajari - Amapá)

Educação do Campo/Rural em discussão


Movimentos lançam documento sobre o atual momento da educação do campo

2 de outubro de 2012

Da Página do MST


Diante das inúmeras demandas pelas quais passam as discussões das organizações sociais do campo, a questão da educação no meio rural é sem dúvida uma das frentes mais debatidas entre tais os movimento sociais.
Diante dessa perspectiva, os movimentos sociais do campo haviam realizaram o Fórum Nacional de Educação do Campo (FONEC), entre os dias 15 a 17 de agosto de 2012, com os objetivos de analisar a conjuntura da educação brasileira e definir estratégias de construção e fortalecimento da política de Educação do Campo, realizar intercâmbio de atividades e reflexões entre os estados e entre as diferentes organizações, definir linhas de ação e compromissos políticos de atuação, entre outros.
Como resultado dos debates realizados em torno do tema, as organizções redigiram um Documento Final intitulado "Notas para Análise do Momento atual da educação do campo".
Este documento, resultado das reflexões e aprofundamentos realizados durante o Seminário Nacional do FONEC, tem como finalidade o debate, a crítica e o aprofundamento da discussão, para que se tenha uma real dimensão dos desafios postos à educação do Campo.
Veja o documento completo

Introdução
Este documento pretende-se uma ferramenta de trabalho. Em sua primeira versão visou provocar os debates do Seminário Nacional de Educação do Campo, realizado em Brasília e na versão atual tem o objetivo principal de socializar as discussões ali realizadas, na interface necessária com as deliberações do “Encontro Nacional Unitário de Trabalhadores e Trabalhadoras, Povos do Campo, das Águas e das Florestas”, também realizado em Brasília, de 20 a 22 de agosto de 2012. Este texto está sendo feito, pois, na perspectiva de instrumento auxiliar na orientação da atuação política das organizações e entidades integrantes do Fórum Nacional de Educação do Campo para o próximo período, desde uma mesma compreensão da conjuntura atual.

Há um fato material que motivou os debates do Seminário. Trata-se do lançamento em março de 2012 pelo governo federal do PRONACAMPO (Programa Nacional de Educação do Campo), apresentado como um conjunto de ações articuladas de uma “política de educação do campo”, nos termos do decreto presidencial n. 7352, de 4 de novembro de 2010 (final do governo Lula), fruto de mobilizações de entidades e organizações de trabalhadores, iniciadas, nestes termos, no final da década de 1990.

O formato de programa, a lógica de sua formulação, suas ausências e ênfases nos permitem situar o Pronacampo muito mais próximo a uma política de “educação rural”, no que esse nome encarna historicamente na forma de pensar a política educacional para os trabalhadores do campo em nosso país, do que das ações e dos sujeitos que historicamente constituíram a prática social identificada como Educação do Campo.

O desafio principal que assumimos no Seminário de Brasília, foi de construir uma análise coletiva, não apenas e nem principalmente do Pronacampo, mas das relações que o constituíram nesse momento e que se referem à situação atualmente existente na educação e no conjunto da vida social dos trabalhadores do campo.
A fidelidade à concepção de Educação do Campo que construímos ao longo desta década e meia e ao referencial teórico de análise que nos orienta, exige um esforço prioritário de buscar as conexões dos fatos do momento atual que nos motivam com a materialidade que os determina, identificando as contradições que movem a situação existente e as tendências de sua transformação. Ao mesmo tempo, continua fundamental manter, na análise e na atuação política, a relação entre específico e geral, entre particular e universal.

Os debates do Seminário reforçaram a responsabilidade que temos nesse momento em relação à análise da realidade que nos ocupa, e por isso mesmo o desafio de que ela seja uma produção coletiva. Partimos do entendimento de que a forma assumida até aqui pelo Pronacampo não é arbitrária. Ela indica uma tendência: estamos entrando em um novo ciclo, que é de retorno da “educação rural” ao cenário brasileiro, devidamente atualizada pelas novas demandas de reprodução do capital no campo, e ironicamente chamada pelo nome que representa o polo hoje subordinado (por isso nosso sentimento de conceito “invadido”), mas que também será considerado na reconfiguração da política: a própria educação rural não poderá ser a mesma depois da Educação do Campo. Este ciclo integra um circuito mais amplo, que se refere a uma nova fase do capitalismo brasileiro e as opções que estão sendo feitas em relação ao tipo de inserção do país na economia mundial e o lugar específico que o agronegócio passou a ter nessa estratégia.

No entanto, como nos chamava a atenção no Seminário Gaudêncio Frigotto, desde Florestan Fernandes, a história não se fecha por si mesma e nós podemos ter algum papel na abertura de um novo circuito da história. E é em vista disso que precisamos fazer nossos debates e definir nossa atuação, o quanto possível, unificada.

O foco principal de nossa análise neste Seminário foi o da política pública ou a intervenção do Estado na configuração do projeto dominante de educação, bem como no projeto de desenvolvimento e de agricultura. É importante ter presente, então, que este foco não é toda a análise a ser feita, mas ainda assim ele exige, desde nossa concepção, a busca da totalidade, objetivada pelo menos na apreensão das contradições presentes na realidade que envolve a tríade campo, educação, política pública. Em alguma medida esta tríade, ou a busca das conexões internas entre essas esferas em uma realidade social e histórica determinada, já foi consolidada como categoria de análise em que também vai se constituindo a Educação do Campo (Caldart, 2012).

As discussões apontaram para alguns blocos de conexões (e no processo delas as contradições existentes) que precisamos apreender para análise da situação atual da Educação do Campo, e que passam muito especialmente pela relação entre trabalho e educação no Brasil hoje: - momento atual da economia brasileira, projeto de desenvolvimento, demandas de formação profissional e papel do Estado; lugar do agronegócio na economia brasileira e situação do trabalho dele decorrente; - organizações da classe dominante no campo, empresas transnacionais, Estado, hegemonia do agronegócio, demandas e lógica de formação profissional para os trabalhadores do campo e implicações sobre a educação básica; - lugar da agricultura de base familiar e camponesa na economia brasileira e situação do trabalho no campo; - organizações dos trabalhadores do campo, resistência, relação com o Estado, demandas e lógica de formação profissional para a diversidade contemporânea dos trabalhadores camponeses; - disputa de concepções de educação na relação com a dinâmica da luta de classes no campo.

Não chegamos a desenvolver a análise desse conjunto de conexões no Seminário e também não pretendemos fazê-lo no presente texto, mas gostaríamos de deixar esses blocos de conexões apontados como orientadores de discussões que possam ser desdobradas desse esforço coletivo inicial. Ao longo do texto sinalizaremos alguns elementos centrais dessas relações.

Um dos elementos que gostaríamos de deixar apontado já nessa parte introdutória, diz respeito à compreensão de Estado que adotamos. Entendemos que uma perspectiva crítica de abordagem da relação entre o Estado e os movimentos e as organizações sociais do campo é muito importante para uma reflexão que se pretende avaliativa e projetiva da Educação do Campo no Brasil nesta década e meia de caminhada.

Compreendemos o Estado como condensação da correlação de forças existentes na sociedade de classes. Por esta compreensão, o Estado age, por meio das políticas que adota, com base no movimento da disputa em torno de projetos políticos que acontece na sociedade sendo, pois, território da luta entre as classes sociais em confronto e entre os interesses, por vezes conflitantes, entre frações de uma mesma classe. É desde este parâmetro que se podem identificar contradições e não apenas linearidades e oposições antinômicas nas políticas públicas formuladas a cada período histórico.

Nosso esforço de análise visa definir estratégias de ação entre os sujeitos protagonistas originários da Educação do Campo que possam potencializar as contradições na direção dos interesses sociais do polo que a instituiu como prática social, que é o polo do trabalho.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

11 idéias para valorizar bibliotecas e atrair mais leitores


Os segredos das melhores bibliotecas

Experiências bem-sucedidas pelo Brasil dão 11 ideias para valorizar bibliotecas e atrair mais leitores

08/04/2011 17:10
Texto Camilo Gomide
Educar
Foto: Fernando Moraes
Foto:  Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo.  O lugar foi totalmente restaurado e reaberto ao público no início de 2011.
Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. O lugar foi totalmente restaurado e reaberto ao público no início de 2011.
A falta de hábito de leitura é um grave problema para os brasileiros: lê-se em média no país apenas 4 livros por ano, sendo que apenas dois são inteiramente lidos. É o que mostrou a terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2012. Este número é ainda menor do que o apresentado pela edição anterior da pesquisa, feita em 2007, quando foi constatado que lia-se em média 4,7 livros por ano .
Embora 67% dos brasileiros saibam que existe uma biblioteca perto de seus lares, apenas 1 em cada 4 cidadãos as freqüentam, de acordo com o Retratos da Leitura. A má condição dos estabelecimentos é um dos principais fatores que contribuem para esse distanciamento do público. O Retratos da Leitura mostra que 20% dos leitores do país não vão às bibliotecas por causa da precariedade dos estabelecimentos.

Prédios velhos, falta de acervo, verba curta, má administração, entre outros, são alguns dos motivos que afastam o público das bibliotecas, e, consequentemente, da leitura. Se os brasileiros leem pouco, uma das causas é certamente a falta de acesso que a população tem aos livros.

Fazer com que as bibliotecas tenham maior alcance e sejam disseminadoras do conhecimento é um desafio e tanto, mas, é possível, como mostram experiências bem-sucedidas pelo Brasil. Conheça a seguir algumas ações que contribuem para a valorização das bibliotecas e estimulam o prazer da leitura.
E você: o que acha que deveria mudar nas bibliotecas de sua cidade e ou escola? Opine em nosso fórum.




http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/melhores-bibliotecas-485917.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=cf&

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Filme familiar sobre Hélio Oiticica


Trajetória de Hélio Oiticica é revista em documentário familiar

Sobrinho retrata o artista a partir de fitas cassete e filmes quase desconhecidos que deixou
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Atualizado:

Hélio Oiticica em uma das cenas do filme
Foto: Divulgação
Hélio Oiticica em uma das cenas do filmeDIVULGAÇÃO
RIO - As duas letras que aparecem entrelaçadas no início do documentário “Hélio Oiticica” dão uma impressão imediata ao espectador de que se referem às iniciais de um nome. Mas não é bem assim. Nada poderia ser tão óbvio em se tratando de Oiticica. O “H” e o “O” que abrem o documentário foram tirados de “A greve”, filme de 1925 do russo Sergei Eisenstein. Em russo, “Ho” quer dizer “porém”. Na obra de Eisenstein, a palavra é usada na frase “Tudo está calmo na fábrica, porém...”, e a partir daí a história começa.
O que “Hélio Oiticica” deixa bem claro é que seu protagonista foi um porém nas artes brasileiras, alguém reverenciado internacionalmente, mas que frequentava as favelas, o samba, a rua. Um nome que permanece vivo mais de 30 anos após sua morte, em 1980, e que, com o documentário, tem sua trajetória revista.
Selecionado para a competição do Festival do Rio (de 27 de setembro a 11 de outubro), “Hélio Oiticica” foi dirigido por Cesar Oiticica Filho, sobrinho do artista. A ideia do filme surgiu há cerca de dez anos, quando Cesar preparava uma exposição internacional sobre o trabalho do tio e descobriu uma série de filmes quase desconhecidos feitos por Hélio. Na ocasião, ele também utilizou para a exposição os “Heliotapes”, nada mais do que fitas cassete em que Hélio gravara declarações sobre sua vida e pensamentos para amigos. Era a gênese de que Cesar precisava.
— Geralmente, as pessoas só enxergam o “Agripina é Roma-Manhattan” como um filme terminado do Hélio. Mas ele fez vários, só que nunca os editou, porque não acreditava em edição. Isso fica muito claro no “Cosmococa”, que é um filme inteiro formado de fotos, sem editar nada — explica Cesar. — Já os tapes formam um material bem grande. Daria até para fazer outro filme com os áudios que ficaram de fora.
Além dos filmes e dos tapes de Hélio, o documentário de Cesar também é formado por outros áudios e imagens de arquivo. A proposta foi casar filmes em que aparecem os trabalhos, as influências ou o próprio Hélio com seus depoimentos no fundo. Afastou-se, assim, do documentário biográfico clássico, em que novas entrevistas são feitas com amigos, parentes ou admiradores, para dar uma suposta dimensão do perfilado. Em “Hélio Oititica”, fica tudo a cargo de Hélio Oiticica.
— Tudo acaba formando uma grande colcha de retalhos. Nosso desejo era colocar a pessoa na cabeça do Hélio — diz Cesar. — Ele tem essa coisa do grande artista, que tem a dimensão de seu tempo. Ele vivia aquele momento, mas conseguia observar com o distanciamento de uns cem anos, entendia a importância. Por isso, viveu intensamente e passou essa vivência através da obra. Ele fazia uma arte que estava acima do objeto e do consumo.
Para dar forma ao documentário, foram incluídas, por exemplo, cenas de obras como “H.O.”, de Ivan Cardoso; “Uma Vez Flamengo”, de Ricardo Solberg; “Câncer”, de Glauber Rocha; “O demiurgo”, de Jorge Mautner; “Lágrima pantera”, de Julio Bressane; e “Mangue-bangue”, de Neville D’Almeida. A pesquisa de imagens ficou a cargo de Antônio Venancio, o mesmo de filmes como “A música segundo Tom Jobim”, “Palavra (en)cantada” e “Uma noite em 67”.
— Foram quatro anos trabalhando na pesquisa e na obtenção do material. Achamos imagens de “Los encuentros de Pamplona”, uma exposição de 1972 na Espanha, e da Bienal de Paris de 1967, ambas com obras do Hélio. Também conseguimos coisas do arquivo pessoal do Ivan Cardoso, do Jards Macalé e do Jack Smith. Há, ainda, muito material de desfiles e ensaios da Mangueira — afirma Venancio.
Outro destaque do filme foi a seleção musical. De Caetano Veloso, tocam no documentário “Tropicália” e “You don’t know me”. De Gilberto Gil, “Back in Bahia” serve como trilha sonora para o período em que Hélio se exilou em Londres. E há ainda uma boa surpresa para os fãs de MPB: Jards Macalé gravou especialmente para o documentário a canção “Putney Gill”, que ele compôs com letra de Hélio, e que permanecia inédita.
— As músicas escolhidas foram as da vida do Hélio. Eu queria também ter inserido umas coisas internacionais, mas tivemos dificuldade com os direitos. Numa versão prévia do filme, usamos “Sympathy for the devil”, dos Rolling Stones. Só que na hora de conseguir autorização para seu uso, não tive nem resposta de quanto iria custar — conta Cesar. — Mas isso de certa forma foi bom. Acabou que usamos “You don’t know me” no lugar de “Sympathy for the devil”. Saiu o “Please allow me to introduce myself” (primeiro verso da música dos Stones) e entrou um “You don’t know me”, que é mais coloquial. Quase virou o título do documentário.
No filme, os tapes gravados por Hélio falam um pouco sobre vários aspectos de sua biografia. Da influências de seu avô anarquista, José Oiticica, à temporada passada numa Nova York vanguardista. Do neoconcretismo ao tropicalismo. Dos “Penetráveis” aos “Parangolés”. De seu apreço pelo carnaval ao uso de cocaína. Tudo, inclusive a droga, ganha imagens e depoimentos. “Apologia das drogas e condenação das drogas, um e outro são a mesma bobagem”, afirma Hélio em certo momento do filme, pouco depois de aparecer numa imagem cheirando e dizer que “o pó é a luz”, e pouco antes de revelar que largara a cocaína por ela ter virado moda.
Para Cesar, o documentário acabou significando uma forma de entrar na vida do tio. Quando Hélio morreu, o diretor estava com 12 anos de idade. Sua memória — e também a de outros integrantes do clã Oiticica, portanto, — é formada pela obra de Hélio. Mais do que uma homenagem, para eles “Hélio Oiticica” é uma espécie de filme de família.
— É mais ou menos como o próprio Hélio fala no início do filme, que conhecia mais o avô através do pai. Eu conhecia mais o Hélio através da obra dele. Acho que sei todos os áudios do documentário de cor — conta Cesar. — Mas minha formação é em Jornalismo. Então eu acho que tive que exercitar a distância do objeto, e escolher as imagens pela relevância.



























































































































Leia 
mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/trajetoria-de-helio-oiticica-revista-em-documentario-familiar-6121191#ixzz26qpfH1Sx